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Cinema

The Operative – Agente Infiltrada – Uma espia no Irão

“Apesar de se tornar um pouco aborrecido devido ao ritmo lento e de o final em aberto desiludir muitos espetadores, vale a pena pela perspetiva feminina”.

Publicado

em

The Operative
Foto: The Operative / Facebook The Operative

Título: The Operative – Agente Infiltrada
Realizador: Yuval Adler
Ano: 2019
Classificação Notícias de Leiria: 6 brisas do lis
(Legenda: 0 brisas – fraquinho / 10 brisas – imperdível)

 

Rachel (Diane Kruger) é professora de línguas no Irão. Ou melhor, este é o seu disfarce enquanto agente secreta da Mossad. Uma das suas maiores missões é aproximar-se de Farhad (Cas Anvar), líder de uma empresa na área das tecnologias com interesse para a causa, por quem acaba por se apaixonar. Com Thomas (Martin Freeman) como facilitador e amigo, Rachel vai quebrando as regras do serviço secreto que a contratou, mas que sempre a considerou uma estrangeira e não parte integrante da família judaica.

A narrativa é exposta em duas linhas temporais que se juntam no final, evidenciando as dificuldades singulares de se ser mulher num ramo de atividade muito característico, exclusivo e perigoso. Da gravidez indesejada ao abuso sexual, a longa-metragem aborda temas que raramente são incluídos em filmes de ação e de espiões, quando o protagonista é masculino. Em The Operative – Agente Infiltrada, vamos viajando com Rachel por paisagens espetaculares e pela sociedade iraniana contemporânea, enquanto ela se envolve cada vez mais nas tarefas que tem de cumprir e ultrapassa todos os seus limites morais.

Apesar de se tornar um pouco aborrecido devido ao ritmo lento e de o final em aberto desiludir muitos espetadores, vale a pena pela perspetiva feminina e, também, pela visão não tradicional sobre o Irão (provavelmente mais realista do que a que nos é apresentada com maior frequência).

Veja aqui o trailer:

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Filipa Reis sempre foi apaixonada pelas imagens do grande ecrã e também do pequeno. É consumidora assídua e ávida de longas-metragens, documentários, séries e livros. Licenciou-se em Comunicação Social, pela Escola Superior de Educação de Coimbra. Depois de estagiar na ESEC TV, foi assistente de produção no programa Câmara Clara da RTP. Em 2013, iniciou uma nova fase profissional, na LUA Filmes, onde se mantém até hoje como produtora.

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