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Terras de Sicó pretendem criar paisagem protegida e rede de aldeias de calcário

A estratégia de desenvolvimento do maciço de Sicó envolve também a criação de mercados de produtos agroalimentares e de gado.

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Serra Sicó Lettering
Foto: NL

A Associação de Desenvolvimento Terras de Sicó apresenta hoje uma proposta de classificação de paisagem protegida para aquele maciço, que se insere numa estratégia mais ampla que passa pela criação da rede de aldeias de calcário.

Em declarações à agência Lusa, o presidente da entidade que reúne os municípios de Condeixa-a-Nova, Penela, Ansião, Pombal, Alvaiázere e Soure, dos distritos de Coimbra e Leiria, disse que a preservação da paisagem se insere numa “estratégia de desenvolvimento local”.

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“A paisagem por si é certamente a questão da valorização do património ambiental paisagístico e da preservação da biodiversidade, que é um elemento diferenciador do território”, sublinhou Luís Matias, que preside também ao município de Penela, no distrito de Coimbra.

A serra de Sicó tem presente “um conjunto de fragilidades e de características que mereciam ter esta classificação para que os municípios, de uma forma integrada, a possam preservar, conservar e valorizar, de forma sustentável”.

“Alguma parte [do maciço] já fazia parte da Rede Natura, outra não, mas agora o que ficamos é com uma ferramenta que nos permite gerir de forma integrada e coordenada entre os vários municípios tudo o que tem a ver com o nosso tecido calcário”, frisou Luís Matias.

Inserido nesta estratégia, a associação Terras de Sicó vai apresentar nas próximas semanas o projeto para a criação da rede de aldeias de calcário, que numa primeira fase envolve seis localidades, uma por cada concelho.

Segundo Luís Matias, estão já definidos os “roteiros, recursos naturais, ambientais e culturais de cada uma, e um programa de atividades” para cada uma das aldeias, que foram selecionados de entre um conjunto inicial de 12 localidades.

A autarca adiantou que a escolha foi efetuada com base nas características de cada uma das aldeias, valorizando “basicamente aquelas que melhor tinham preservado a sua identidade cultural e os edifícios e dentro daquilo que era a sua dinâmica sociocultural e algumas características naturais”.

“Mais importante do que isso, já está a ser feito, para cada uma das aldeias, uma área de reabilitação urbana comum a todos os municípios, que são os pontos de recuperação edificada e de preservação dos espaços público-privado no seio dessas aldeias”, acrescentou.

Segundo o presidente da Terras de Sicó, o projeto de reabilitação urbana está a ser elaborado com meios próprios da associação e de cada um dos municípios associados.

No entanto, Luís Matias considera que o projeto da criação das aldeias de calcário tem “todas as condições para poder também beneficiar dos programas de investimento e incentivo que possam existir para a defender, portanto, de estratégia de existência coletiva, como se está a ter”.

“A nossa ideia agora é fazer também a progressão e a valorização destas aldeias em conjunto, no sentido de captar investidores que possam perceber exatamente a oportunidade que é investir no setor cultural ou turístico ou de valorização dos produtos em cada uma destas aldeias”, sublinhou.

A estratégia de desenvolvimento do maciço de Sicó envolve também a criação de mercados de produtos agroalimentares e de gado, no âmbito de candidaturas já aprovadas ao Programa de Desenvolvimento Rural 2020.

O território Terras de Sicó engloba a totalidade da área dos municípios de Alvaiázere, Ansião e Pombal, no distrito de Leiria, e Condeixa-a-Nova, Penela e Soure, no distrito de Coimbra, em torno do maciço da Serra de Sicó, com uma área aproximada de 1.500 quilómetros quadrados, segundo o sítio na Internet da associação.

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