Ligue-se a nós

Sociedade

Rio Alcoa na Nazaré à espera de obras há um ano

O rio Alcoa nasce na localidade de Chiqueda, em Alcobaça, onde assimila o rio Baça e percorre uma distância de mais de 12 quilómetros até desaguar no oceano atlântico a sul da Nazaré.

Publicado

em

Praia Nazaré
Foto: Praia da Nazaré / Pedro Carvalheiro

Os deputados do PSD eleitos por Leiria denunciaram que as obras de reestruturação dos esporões do Rio Alcoa, na Nazaré, orçadas em 3,2 milhões de euros, estão por começar há um ano, altura em que foram lançadas a concurso público.

Os deputados Hugo Oliveira, Margarida Balseiro Lopes, Pedro Roque, Olga Silvestre e João Gomes Marques questionaram, na Assembleia da República, o ministro do Ambiente sobre o ponto de situação desse procedimento e se é expectável que a intervenção arranque ainda este ano.

No requerimento, alertaram que, “até ao momento, não é conhecido o resultado deste concurso, nem é conhecida data de consignação, nem de início da obra”, cujo concurso público foi lançado em julho de 2019.

Os deputados perguntaram se “o atraso da mesma poderá colocar em causa o financiamento”, já que foi financiada com fundos comunitários.

O investimento de 3,2 milhões de euros na restruturação dos esporões do rio Alcoa vai permitir desobstruir a embocadura do rio e impedir que a água salgada chegue aos terrenos agrícolas.

Em maio de 2019, os ministérios das Finanças e Ambiente autorizaram o investimento e repartiram os custos, por dois anos – 384.000 euros a aplicar em 2019 e 2.816.000,00 euros em 2020 – em portaria publicada em Diário da República.

No documento, o Governo realça que a empreitada decorre da “necessidade de se implementarem medidas que visam promover a proteção e conservação da linha de costa”, pretendendo-se que a intervenção “contribua para a redução da erosão e promova a reposição do equilíbrio na dinâmica sedimentar”.

Na prática, explicou na ocasião à agência Lusa o presidente da câmara da Nazaré, Walter Chicharro, trata-se de “reparar os esporões na embocadura do rio”, cujo estado de degradação faz com que “aquela linha de água seja constantemente obstruída com a deposição de sedimentos arrastados pelas águas do mar”.

Um problema que “afeta os terrenos a montante, em especial no perímetro hidroagrícola da Cela”, adiantou Walter Chicharro, que nos últimos anos tem chamado a atenção para o facto de “a salinização da água utilizada na rega das culturas no perímetro de rega poder pôr em risco a qualidade dos hortícolas ali produzidos”.

.

Recomendado




POPULARES