Ligue-se a nós

Cultura

Reportagem: Teatro José Lúcio da Silva “rendeu-se” aos Mão Morta

Adolfo Luxúria Canibal, espalhou carisma, deitou-se no chão, e enrolou o fio ao pescoço, à passagem do tema que fala da “Hipótese do Suicídio”.

Publicado

em

Adolfo Luxúria Canibal
Foto: DR

“O mundo já não é mais um lugar seguro. O mundo deixou de ser um lugar seguro” disse Adolfo Luxúria Canibal, o mítico vocalista dos Mão Morta, no 1º tema da noite, do recente álbum, “No Fim Era o Frio”, que abriu um concerto histórico em Leiria, na passada quinta feira dia 30, numa noite escura e fria de janeiro, como a música da banda de Braga, fundada há 35 anos.

“Boa noite Leiria. Acho que ainda não nos cumprimentámos” lembrou Adolfo Luxúria Canibal, à plateia rendida, já na segunda parte do espetáculo, com muitos veteranos e saudosistas entre os que ocuparam quase todos os lugares sentados. Na emblemática sala de espetáculos de Leiria, o vocalista não apresentou a banda constituída por seis elementos, nas poucas vezes que se dirigiu aos fans.

Já a segunda parte, que durou uma hora, tal como a primeira, após um intervalo de 15 minutos, ficou guardada para os temas mais antigos que fazem parte do “património musical” descrito pelo líder dos Mão Morta.

“Sois muito simpáticos, apesar da solidão das vossas nádegas. Na próxima, as vossas nádegas vão ter dificuldades em ficar aos pares” disse o irreverente e provocador “frontman”, de 61 anos de idade, na segunda parte, já com a plateia já pé, como que em sinal de despedida e agradecimento pela grande noite de rock, depois do encore e antes de “Lisboa”, o último tema da noite.

Muito seguro e cheio de energia, vestido de negro, e por vezes com movimentos frenéticos e desarticulados, Adolfo Luxúria Canibal, espalhou carisma, deitou-se no chão, e enrolou o fio ao pescoço, à passagem do tema que fala da “Hipótese do Suicídio” e das frustrações a que a isso levam.

“Agora resta-me sair do bunker e fazer-me prisioneiro.” Mais calmo e mais sintético, na rodagem do disco “No Fim Era o Frio”, na primeira parte, ouviu-se falar de solidão, Bunkeres, sensualidade, sexo, do infinito e de extraterrestres. “Pássaros a Esvoaçar” marcou o início da segunda parte, dedicada aos nostálgicos, onde o rock mais antigo se destacou, com clássicos como “E se depois”, “Anarquista Duval” e “Novelos da Paixão.”

Passavam poucos minutos da meia noite, no fim do concerto, já na sala de entrada do Teatro, um editor e vendedor, com uma banca de discos em vinil, CD’s, camisolas e artigos dos Mão Morta, disse ao Notícias de Leiria, que “a banda já terá vindo a Leiria umas três vezes, a última há uns dez anos, e também já veio ao Teatro Miguel Franco”.

.

Sou o Pedro Carvalheiro, de 53 anos, natural de Leiria. Gosto de escrever e fotografar. Sou licenciado em Comunicação Social e Educação Multimédia pela Escola Superior de Educação e Ciencias Socias de Leiria, terminado em 2015. No ano seguinte especializei-me em Comunicação Acessível.

Recomendado




Recomendado




POPULARES