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Sociedade

Reportagem: Leirienses saíram à rua para apreciar “Clássicos na Cidade”

Esta versão do evento serve para “manter o espírito,” desabafou um segurança, a guardar um “Dodge Brothers Six” de 1953, perto do antigo Banco de Portugal.

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Leiria Sobre Rodas Fonte Luminosa
Foto: Leiria Sobre Rodas / NL

A exposição “Clássicos na Cidade,” ocorreu entre quinta feira e domingo, e deu lugar à que seria a 7ª edição organizada pelo “Leiria Sobre Rodas.” No fim de semana, o Notícias de Leiria andou pelo centro da cidade e ouviu relatos.

“Em cima da hora é que soube que havia isto. Gosto de vir ver os carros. Tenho uma motoreta, mas não a reparei a tempo de a trazer. Já participei por duas vezes no “Leiria Sobre Rodas.”

De pé, parado e atento ao trânsito, na curva junto à entrada para a Praça Rodrigues Lobo, José Alves, de 64 anos, da Martinela, disse ao Notícias de Leiria que, “apesar de este ano ser difícil a realização, isto é interessante e deve-se fazer mais vezes. Se se fizer uma vez por ano é o suficiente para se manter a tradição dos carros clássicos. Tenho também parado em casa um Renault 5L de 1987”, referiu José Alves.

José Alves Foto: José Alves / NL

Com muita gente nas ruas, mas sem ajuntamentos, devido à pandemia da covid-19, “Clássicos na Cidade” foi espalhado por sete locais de Leiria, cinco dos quais no centro, no Largo do Papa, Banco de Portugal, Mercado Santana e Fonte Luminosa.

Leiria Sobre Rodas Ford Escort GR.2 Foto: Ford Escort GR.2 / NL

O Ford Escort GR, conduzido por Ari Vatanen, na edição de 2017, ficou exposto na rotunda do
Estádio, este ano fechado, com parque de estacionamento vazio e apenas com o trânsito habitual dos fins de semana.

Na Rotunda D. Dinis, figurou uma Ford pick-up 10 HP, veículo antigo, referido na página do Facebook como “um clássico que representa uma geração de trabalho árduo!” Um Alvis Speed 25 de 1937 do século passado, ficou no Largo do Papa.

Já o portão de entrada do Mercado Santana, foi guardado por um Jaguar XK de 1957, e no Largo Goa, Damão e Diu, marcou presença um Mercedes 190 SL.

A Praça Rodrigues Lobo foi o local escolhido para expor dois Ford e um Citroen Traction 11. Junto do ex-banco de Portugal, o Dodge Brothers Six, tinha marcas de balas desenhadas na chapa, e ao lado, as imagens, em cartão, do casal de criminosos norte-americano Bonnie e Clyde.

Muitos a fotografar, com ou sem máscara, em pequenos grupos e em família, entre os visitantes, a ver os “Clássicos,” doze carro e quatro motos, sempre guardados por um ou dois seguranças, e as esplanadas bem compostas de gente.

“Sou de Portalegre, ando a passear e fui apanhado de surpresa. A ideia é muito boa, são bonitos os carros” elogiou o homem forasteiro ao nosso jornal.

“Leiria Sobre Rodas, em segurança, espere pela sua vez para ver o clássico, use máscara de proteção e desinfete as mãos,” podia ler-se nas placas negras, colocadas junto de alguns os doze veículos, entre motos e automóveis clássicos.

Com início marcado para as 18h da passada quinta feira, dia 10, além da exposição, o evento contou apenas com o “Passeio de Clássicos,” sem trajeto definido, durante o último dia, domingo dia 13 de setembro.

O cantor João Gil atuou, na Praça Rodrigues Lobo, no comboio dos artistas no sábado à noite, e houve, também no sábado à noite a atuação de um rancho folclórico, junto ao banco de Portugal.

Segundo as regras avançadas na página do Facebook, as ruas e avenidas de Leiria não foram cortadas, houve reforço de policiamento e não houve hora marcada para os clássicos circularem pela cidade. Também não foram permitidos ajuntamentos, nem paragens ou estacionamentos.

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Sou o Pedro Carvalheiro, de 53 anos, natural de Leiria. Gosto de escrever e fotografar. Sou licenciado em Comunicação Social e Educação Multimédia pela Escola Superior de Educação e Ciencias Socias de Leiria, terminado em 2015. No ano seguinte especializei-me em Comunicação Acessível.

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