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Sociedade

Reportagem: “Casacos, aquecedor e um gorro na cabeça”. Frio e pandemia condicionam Natal em Leiria

“Vou festejar o Natal, mas este ano vai ser mais pequeno. Costumam ser primos e tios, mas vão ser apenas os lá de casa”, contou Tomaz Leitão ao Notícias de Leiria.

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Parque infantil Leiria
Foto: Parque infantil junto aos Jardins do Lis, Leiria / NL

Com a chegada do Natal e final do ano, este ano condicionado devido à pandemia, também a chegada do frio e da chuva obrigam ao recolhimento. No final da passada semana, o Notícias de Leiria andou pela cidade e perguntou aos leirienses como se vão proteger durante a quadra festiva.

Santiago Benites Foto: Estudante Santiago Benites / NL

“Casacos, aquecedor e um gorro na cabeça” respondeu Santiago Benites, de 20 anos, a morar em Leiria há dois. A passar pela Ponte da Fonte Quente, ao fundo do Parque do Avião, ao final da tarde de sábado, com tempo chuvoso, o jovem do Equador, antes de aceitar ser fotografado, avançou que “com a chegada do frio ponho mais roupa. Este ano não passo o Natal com a família. Estou longe, vou ficar por Portugal. Está complicado para sair.”

Apesar de sorridente, Santiago lamentou a pandemia que vivemos, e a distância que o separa da família. “Estou em Leiria há dois anos a tirar a licenciatura de Engenharia Civil no ESTG (Escola Superior de Tecnologia e Gestão), sou estudante”, frisou o equatoriano.

Já do outro lado da ponte, alguns metros mais à frente, Maia Ribeiro, 24 anos, de Santarém, assistente social, a passear com uma amiga na cidade do Lis, disse ao Notícias de Leiria que não costuma “sair de casa no Natal, costumamos juntar apenas a família mais chegada. Este ano não saio devido à pandemia. Não costumamos sair”, avançou a escalabitana. “Agora uso cachecóis. Não sou friorenta, nesta época habitualmente uso a mesma roupa” afirmou.

“Vou festejar o Natal, mas este ano vai ser mais pequeno”.

“Faço conta de sair de casa. Vou festejar o Natal, mas este ano vai ser mais pequeno. Costumam ser primos e tios, mas vão ser apenas os lá de casa, os familiares mais próximos”, afirmou por seu lado Tomaz Leitão, 18 anos, de Leiria, ali perto a passear no Marachão, junto à margem do Lis.

“Sair não. Uso cachecóis e camisolas, e a roupa habitual para o frio desta época.” A passear o cão no Jardim de Santo Agostinho, do lado sul da cidade, a senhora de meia idade, que preferiu não se identificar, e apesar de pouco recetível a conversas, disse ainda que a família é pequena e fazem conta de se juntar, mas não saiem do concelho.

“Vivo o dia a dia.” Ainda ali perto, na paragem do autocarro, um senhor mais velho e também pouco dado a entrevistas, lá desabafou que “visto o normal, mas não quero responder amigo. Um dia de cada vez, não se chegue perto de mim por causa do coronavírus”, avisou.

“Por enquanto não sinto muito o frio, sou de Goiás, no Brasil. Não sou friorenta. Estou em Leiria apenas há um ano e meio.” Sónia Maria, de 51 anos, empregada de limpeza por conta de uma empresa, falou com o Notícias de Leiria enquanto limpava uma das entradas do Jardins do Lis Galerias.

“Vou passar o Natal em casa com o meu marido”.

“Há pouco tempo fui à Guarda, e lá sim é que faz frio a sério, aqui em Leiria não sinto muito. “Vou passar o Natal em casa com o meu marido. Tenho dois filhos e netos em Viseu, mas ficam lá, devido às atuais restrições”, frisou Sónia Maria.

Vários foram ainda os que disseram sem hesitação não querer responder, por entre a adversidade do mau estado do tempo e da distância social de dois metros recomendada pela Direção-Geral da Saúde, a tendência em alguns locais é para o afastamento, quer seja em espaços públicos ou jardins.

Já os centros comerciais são locais onde a atenção dos que passam parece agora mais direcionada apenas às compras de Natal.

Sou o Pedro Carvalheiro, natural de Leiria. Gosto de escrever e fotografar. Sou licenciado em Comunicação Social e Educação Multimédia pela Escola Superior de Educação e Ciencias Socias de Leiria, terminado em 2015. No ano seguinte especializei-me em Comunicação Acessível.

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