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Rede Cultura 2027: Mosteiro da Batalha recebe tertúlia

Saul Gomes lembrou “Miguel Torga, José Saramago e o arquiteto Rodrigues Lobo, que estudou este mosteiro, e que dizem muito da autenticidade da alma deste lugar.”

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Mosteiro da Batalha
Foto: Pixabay

Inserida no congresso “O Futuro da Nossa Cidade,” ocorreu na tarde deste sábado, dia 30 de maio, a tertúlia digital “Marcadores Históricos,” no Mosteiro da Batalha.

O evento, é realizado em contínuo, aos sábados, devido à pandemia da covid-19, entre os dias 9 de maio e 24 de outubro, no âmbito da “Rede Cultura 2027,” candidatura que quer levar Leiria a Capital Europeia da Cultura em 2027.

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“Este mosteiro torna-se num símbolo secular de todo um país. Um projeto à escala do gótico europeu, desenhado pelo rei D. João I,” afirmou na abertura, o historiador Saul António Gomes. Sentado à mesa com Saul Gomes, no interior do Mosteiro, ainda antes, Joaquim Ruivo, diretor do monumento património da humanidade desde 1983, tinha referido que “o património é uma herança do passado, mas é algo do futuro. É um legado que deve ser protegido. O Mosteiro da Batalha está numa região de riquíssimo património. Faz parte da nossa identidade. Temos distanciados por apenas 40 quilómetros, três monumentos classificados património da humanidade. Não conheço isto em mais lado nenhum do mundo. A estratégia é a aposta nas novas gerações” afirmou Joaquim Ruivo.

Referindo-se à Batalha, Saul Gomes disse que “a região traduz muito da nossa capacidade de inovar.” Já no contexto político o historiador lembrou que o Estado Novo usou e abusou dos simbolismos da nossa cidade.”

Sobre os personagens da história que passaram pelo mosteiro, Saul Gomes, lembrou “Miguel Torga, José Saramago e o arquiteto Rodrigues Lobo, que estudou este mosteiro, e que dizem muito da autenticidade da alma deste lugar.” Com largos elogios ao monumento gótico, o historiador lembrou ainda que é procurado por conservadores e progressistas.

Numa região “recheada de artistas,” Saul Gomes recordou também “Adriano Sousa Lopes, que deixou imortalizados, o Mosteiro da Batalha e Alcobaça.”

Já sobre o interesse dos portugueses pelo património, Joaquim Ruivo, disse que “visitamos pouco o nosso património. Dois terços dos visitantes do mosteiro são estrangeiros. O mosteiro inspira artistas. Temos que ser nós a motivar os artistas a vir ao mosteiro.”

Apesar de, segundo o responsável, o Mosteiro da Batalha, fora de Lisboa, é mais visitado país. “Em 2019 teve mais de meio milhão de visitantes. A obrigação do gestor é ter este espaço vivo. Os monumentos têm que ser pedras vivas.”

Sobre os recursos naturais da 1ª dinastia, o historiador referiu ainda o facto de o monumento ter sido construído com pedras desta região. Há muita dor por detrás destas pedras. “A Batalha não é apenas de uma época, é de vários períodos históricos. Os saberes congregaram-se.”

Já sobre a geografia, a vila foi referida pela área agrícola fertilíssima, e a proximidade dos lugares da linha atlântica. No essencial deste monumento está a história da Europa e do mundo” reforçou o professor universitário. Transversal ao tempo em que vivemos, de pandemia e confinamento, o diretor do maior e mais significante monumento gótico português, disse já perto do fim da sessão de 40 minutos, transmitida no site Rede Cultura 2027, que “espera-se uma melhoria a partir de setembro.”

Apesar da reabertura dos museus em 18 de maio, para Joaquim Ruivo, “esta crise veio criar uma brecha tremenda.”


Apresentação do congresso foi a 9 de maio

Segundo referiu Gonçalo Lopes, presidente da autarquia leiriense, na apresentação do congresso “O Futuro da Nossa Cidade,” no Museu de Leiria, no passado dia 9 de maio, a sua realização estava prevista para 23 e 24 de outubro, dirigido à análise, reflexão e valorização das artes e da cultura no território dos 26 municípios da Rede Cultura 2027.

Sobre a mudança de formato, devido há pandemia, de acordo com a informação disponível no site “Rede Cultura 2027,” entre maio e outubro, há dois ciclos diferentes para pensar as temáticas propostas: o congresso aos sábados, que será transmitido a partir de diferentes lugares do território da Rede Cultura 2027, e às quartas feiras, para refletir sobre a atualidade da cultura, os impactos e a recuperação da crise pandémica nas artes. Para os dias 23 e 24 de outubro, está marcada a apresentação das conclusões dos seis eixos de trabalho, e comunicações de convidados.

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Sou o Pedro Carvalheiro, de 53 anos, natural de Leiria. Gosto de escrever e fotografar. Sou licenciado em Comunicação Social e Educação Multimédia pela Escola Superior de Educação e Ciencias Socias de Leiria, terminado em 2015. No ano seguinte especializei-me em Comunicação Acessível.

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