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Presidente da Batalha escreve a António Costa e critica novas medidas restritivas

Paulo Batista Santos recorda que embora o governo classifique o concelho de risco elevado, “não tem Delegado de Saúde há quase dois meses, e continua com extensões de saúde encerradas por falta de recursos”.

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Foto: Tenda / Município da Batalha

O presidente da Câmara da Batalha escreveu, este domingo, ao primeiro-ministro António Costa para  lhe transmitir o seu descontentamento no agravamento das medidas nos concelhos de risco elevado, apontando dificuldades para o comércio e desnorte dos decisores.

No âmbito das medidas do novo Estado de Emergência, o Conselho de Ministros determinou a proibição de circulação na via pública entre as 23h00 e as 05h00 em dias de semana e nos próximos dois fins de semana a partir das 13h00.

Esta medida adicional, que se aplica ao concelho da Batalha já partir da próxima segunda-feira e até dia 23 de novembro, “não faz qualquer sentido na situação epidemiológica da Batalha e gera graves prejuízos ao comércio, restauração e atividades similares”, afirma o autarca Paulo Batista Santos.

Apontando o número de casos de covid-19 ativos, o social democrata Paulo Santos explica que no dia 7 de novembro, o Município da Batalha apresentava o menor número de casos ativos dos concelhos vizinhos do ACES do Pinhal Litoral (e também face ao concelho de Ourém), sendo mesmo o único concelho a registar uma tendência decrescente do número de casos ativos (-13).

No e-mail enviado ao primeiro-ministro, o presidente da Câmara da Batalha fala mesmo em “desnorte dos decisores e dos seus responsáveis no terreno”, já que no dia 2 de novembro foram fixadas regras para 121 concelhos e proposto uma reavaliação quinzenal a 19 de novembro. Contudo, refere o autarca, “Passados 7 dias, afinal as restrições agravam-se e prolonga-se até ao 23 de novembro e suscetíveis de renovação”.

“Neste conspecto, os cidadãos do concelho da Batalha estão impedidos de circular no espaço público local, ir ao restaurante ou fazer compras no comércio local a partir das 13 horas ao fim de semana, mas podem ficar todo o dia, por exemplo, nos Centros Comerciais dos concelhos vizinhos. Com efeito, considera-se que não faz qualquer sentido e torna-se de difícil explicação aos cidadãos”, aponta ainda o autarca batalhense.

Paulo Batista Santos recorda que embora o governo classifique o concelho de risco elevado, “não tem Delegado de Saúde há quase dois meses, e continua com extensões de saúde encerradas por falta de recursos”.

O reforço das equipas de rastreio de contactos para seguimento de pessoas em vigilância ativa é também apontada assim como a disponibilidade pelo SNS de testes de diagnóstico, uma vez que, de acordo com o autarca, até à presente data a maior parte dos testes realizados foram suportados pelas autarquias.

Desde o dia 4 de novembro que a Batalha integrou o lote de 121 municípios classificados de risco elevado no contágio e propagação do novo coronavírus, com a aplicação de medidas mais restritivas.

Este sábado, depois de mais um conselho de ministros, António Costa anunciou mais medidas devido à declaração de Estado de Emergência, que entrará em vigor esta segunda-feira.

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