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Sociedade

Padre de Alcobaça justifica “livros maus” com adaptação aos dias de hoje

O humorista Nuno Markl referiu-se ao artigo lembrando os tempos em que era guionista na série Herman Enciclopédia, recordando a personagem Diácono Remédios.

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Artigo Há Quem Diga
Foto: Reprodução Instagram Nuno Markl

“Há Quem Diga… “, publicado no jornal O Alcoa, é o título do artigo de opinião do padre Ricardo Cristóvão que condena a “leitura de romances ou novelas amorosas” e tem sido alvo de críticas.

Ao Jornal Região de Cister, também de Alcobaça, o pároco da Paróquia do Santíssimo Sacramento de Alcobaça afirma “estar apenas a citar um santo” e que o leitor “deve adaptar a mensagem aos dias de hoje”.

“Que piedade poderá ter um cristão que se ocupa com a leitura de romances ou novelas amorosas? (…) Causam um mal imenso: excitam a sensualidade, inflamam as paixões, que facilmente arrastam consigo a vontade ou, ao menos, a enfraquecem tanto que o demónio já encontra um coração preparado para uma queda desastrosa no abismo do pecado”, escreveu o pároco no espaço de opinião da última edição do jornal “O Alcoa”. “Se chegar às tuas mãos um tal livro, lança-o imediatamente no fogo”, lê-se ainda.

O padre justifica as palavras com uma adaptação aos tempos de hoje. “Entendo que aqueles que não têm relação com a igreja sejam contra a opinião de um santo, mas creio que todos temos a capacidade de adaptar a mensagem aos dias de hoje”, argumenta o padre ao Região de Cister.

“Não estou a incentivar queimadas com livros. Apenas recordo essa prática do passado e uso-a como metáfora para o que devemos fazer atualmente, isto é, colocar esses livros de lado”, acrescenta, revelando ao jornal não ter por hábito “acompanhar discussões nas redes sociais”.

Através do Instagram, o humorista Nuno Markl, com mais de 680 mil seguidores, referiu-se ao artigo lembrando os tempos em que era guionista na série Herman Enciclopédia, com alusão à personagem Diácono Remédios.

“Em 1997 era humor e caricatura. Em 2020, é uma crónica séria do pároco de Alcobaça, citando Santo Afonso Maria de Ligório, personalidade cujas palavras – para o pároco – parecem soar frescas, no século XXI, que nem um Calippo no Verão”, escreveu Markl.

 

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