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Livro reúne momentos mais marcantes da aviação na imprensa de Leiria

“Um dos pontos mais altos foi a primeira passagem de um Papa por uma cidade de Portugal, com a vinda de Paulo VI a Fátima”, refere o autor Joaquim Santos.

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Escritor Joaquim Santos
Foto: Facebook Joaquim Santos

“A Aviação na Imprensa de Leiria” é o mais recente livro do jornalista Joaquim Santos que olha para a ligação de Leiria à aviação nos séculos XIX e XX.

Lançado este mês de outubro, no parque do Avião, em Leiria, mas sem a habitual apresentação ao público devido à pandemia da covid-19, o leiriense Joaquim Santos explica ao Notícias de Leiria que “a cidade de Leiria foi se desenvolvendo sempre muito próxima da aviação e dos seus pilotos” tendo ainda hoje “pilotos que são referência nacional, nas frotas da aviação civil, assim como da militar”.

Um dos pontos mais altos da importância de Leiria na aviação, segundo Joaquim Santos, foi a primeira passagem de um Papa por uma cidade de Portugal, em 1967, com a vinda de Paulo VI a Fátima, que aterrou em Monte Real, refere o autor, que em dezembro deste ano atingirá a marca de 29 livros publicados.

Natural dos Pousos, mas a residir em Colmeias, lembra que na Charneca do Bailadouro chegaram a pousar alguns aviões, “sendo o delírio de muitos leirienses que foram à freguesia dos Pousos para viverem uma experiência rara”.

Quanto à sua ligação pessoal com a aviação, explica ao nosso jornal que ainda criança, com o seu pai no Ultramar, na Guiné, recorda “ir à varanda e contemplar os aviões que passavam, esperando que um deles trouxesse o meu pai que esteve na guerra ultramarina e tanta saudade tinha dele”.

Aos 18 anos, numa oferta da TAP, que patrocinava um programa de música brasileira que dinamizava na Rádio Comercial de Leiria, foi sozinho até ao Brasil, durante um mês. “Recordo que entrar num avião era o meu sonho. E materializei nesse ano, em 1990. Posso afirmar que praticamente desde que fui ’embrião’ me sinto ligado ao mundo fascinante da aviação”.

No livro “A Aviação na Imprensa de Leiria” são focados vários pontos marcantes para a aviação leiriense como em 1914, quatro anos após a implantação da República, também o ano da Grande Guerra, o aviador Sallés preparava em Leiria, no Teatro Maria Pia, uma conferência sobre o futuro da aviação. Ainda nesse ano, o mesmo aviador Sallés veio a Leiria realizar um voo no seu monoplano Bleriot.

Segundo o autor, que chegou a ser paginador, gestor comercial e jornalista no Região de Leiria, em 1918 houve um almoço no Hotel Lis em homenagem a um piloto leiriense que esteve na Grande Guerra (piloto Pereira Gomes).

Nesse mesmo ano, a Junta de Freguesia de Pousos emitiria uma ata que demonstrava que a Charneca do Bailadouro era a solução para a aterragem de aviões em Leiria.

Também a pista do “Falcão” e a implantação do campo de aviação em Monte Real são abordadas no livro, refere Joaquim Santos ao Notícias de Leiria.

Com prefácio de Francisco da Cunha, Comandante da Linha Aérea de Aviação e ex-piloto da Força Aérea de Monte Real, o livro “A Aviação na Imprensa de Leiria” tem um custo de 20 euros e pode ser adquirido nas livrarias de Leiria ou diretamente com o autor.

Tenho 35 anos, sou natural de Leiria e licenciada em Jornalismo. Há mais de 10 anos que escrevo e conto notícias, primeiro apenas para a rádio e agora também para o digital.

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