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Leiria vai ter dois drones para prevenir incêndios e crimes ambientais

Os drones “vão ser objeto de adaptações mecânicas e de ‘software’, para cumprirem os requisitos das duas entidades”.

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Foto: Drone / Pixabay

A Comunidade Intermunicipal da Região de Leiria (CIMRL) vai comprar dois ‘drones’ (aeronave não tripulada) para prevenir incêndios e crimes ambientais, disse hoje à agência Lusa o seu presidente, Gonçalo Lopes.

“Trata-se de uma oportunidade para fazer o reforço da rede de videovigilância, para apoiar a Proteção Civil na nossa região, aumentando a sua cobertura”, afirmou Gonçalo Lopes.

Segundo o também presidente da Câmara de Leiria, o objetivo da medida é “apetrechar os serviços da GNR e do CDOS [Comando Distrital de Operações de Socorro] com equipamentos modernos, atualizados e com características amovíveis, que permitem uma polivalência na sua utilização”.

Gonçalo Lopes destacou a importância da utilização dos ‘drones’ na área da Proteção Civil, apontando a prevenção de fogos, “mas também na área ambiental, para evitar crimes”.

Destacando a mais-valia destes equipamentos, o presidente da CIMRL referiu que a região, além das câmaras de videovigilância fixas, passa a ter “câmaras de videovigilância em ‘drones’ e em viaturas, com a possibilidade de chegarem a pontos específicos, nomeadamente os mais críticos, para uma vigilância mais refinada na prevenção de fogos e de crimes ambientais”.

Neste último âmbito, o autarca exemplificou as “descargas poluentes em cursos de água” e a “deposição de resíduos”.

Integram a Comunidade Intermunicipal da Região de Leiria os municípios de Alvaiázere, Ansião, Batalha, Castanheira de Pera, Figueiró dos Vinhos, Leiria, Marinha Grande, Pedrógão Grande, Pombal e Porto de Mós.

Numa nota de imprensa, a CIMRL adianta que “vai dar início ao alargamento do sistema já instalado no território para videovigilância florestal e deteção automática de incêndios, num investimento de cerca de 273 mil euros”.

De acordo com a CIMRL, a região tem em funcionamento um sistema gerido pela GNR e pelo CDOS de Leiria, através de dois centros de Gestão e Controlo instalados em salas equipadas para o efeito.

Porém, aquelas duas entidades identificaram “a necessidade de aumentar as capacidades do sistema já existente, no sentido de aumentar a cobertura do sistema, incorporar câmaras de vigilância do espetro visível infravermelho em ‘drones’ e câmaras em veículos todo-o-terreno, instalar centros de Gestão e Controlo móveis (GNR e CDOS) e alargamento do ‘videowall’ do CDOS”.

Na mesma nota, a CIMRL explica que este é um projeto “de importância vital para a Região de Leiria”, território que “tem demonstrado diversas fragilidades e vulnerabilidades ao fenómeno das secas e fogos florestais”.

“O sistema de videovigilância florestal e deteção automática de incêndios visa reduzir o número de falsos alertas e aumento da fiabilidade dos alertas confirmados, uma maior precisão na localização dos focos das ocorrências detetadas, melhor dimensionamento dos meios deslocados para o combate e aperfeiçoamento do processo de monitorização das ocorrências, tendo por base o acesso remoto, centralizado e em tempo real”, lê-se na nota.

Atualmente, este sistema possui nove torres de videovigilância, além dos dois centros de Gestão e Controlo, que cobrem 75% do território.

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