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Cultura

Festival Regresso ao Futuro traz Agir ao Teatro José Lúcio da Silva

“Tenho tido muita sorte das pessoas se identificarem com parte das minhas músicas e quererem que façam parte da vida delas. Sou muito grato, como é óbvio”, conta Agir que este sábado atuará em Leiria.

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Cantor Agir
Foto: Facebook Agir

“Ágir ou Agir tanto faz” disse o Bernardo, autor de êxitos como “Ai Como ela é Bela” ou “Minha Flor,” já no fim da entrevista feita pelo telefone ao Notícias de Leiria.

Conversador e acessível, Agir, o cantor, falou sobre a sua carreira, a pandemia e do panorama atual da cultura e música em Portugal, ao início da tarde desta sexta feira, um dia antes da sua atuação no concerto do Festival Regresso ao Futuro, neste sábado à noite, dia 20 de junho, a realizar no Teatro José Lúcio da Silva em Leiria, e que vai acontecer em simultâneo em 21 Teatros Municipais de todo o país.

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“Retomar uma certa normalidade,” referiu ainda Agir sobre o evento que vai contar também com a atuação de 21 artistas diferentes, e com o objetivo de ajudar a cultura e meio artístico, prestando auxílio solidário de emergência àqueles que estão a passar por maiores dificuldades económicas devido à pandemia.


Notícias de Leiria: Como surgiu a participação no “Festival Solidário Regresso ao Futuro”?

Agir: Foi a convite da Sons em Trânsito, que é quem está a organizar o festival, e teve a ideia de juntar os músicos todos, cada um num ponto do país e tentar trazer de volta alguma normalidade no que toca a concertos e voltar aos palcos, e poder estarmos juntos das pessoas, ainda com as distâncias de segurança. Foi algo que eu quis aceitar logo, e fez-me imenso sentido.


Notícias de Leiria: O Festival vai acontecer em 21 teatros municipais espalhados pelo país. Como vieste parar a Leiria?

Agir: Foi visto pela Sons em Trânsito, foi uma gestão difícil que eles tiveram de fazer, colocar cada um no seu sítio. Já toquei algumas vezes em Leiria, e estou muito contente de poder voltar como, é óbvio.

Notícias de Leiria: Conheces a cidade de Leiria?

Agir: Quando andamos na estrada, vamos a todo o lado, mas acabamos por não ter tempo para ver nada. Conheço relativamente Leiria. Não posso dizer que conheço muito bem, ando na corrida. Tenho que vir cá um dia, mas sem ir tocar.

Notícias de Leiria: E essa corrida agora abrandou, pelos motivos que conhecemos. Tens amigos ou conhecidos no meio artístico em dificuldades devido à pandemia da covid-19?

Agir: A classe da cultura e dos músicos sempre esteve numa situação difícil, agora ainda estão pior. A malta tem às vezes a tendência de achar que isto é tudo um mar de rosas, e que os cantores, e os músicos são ricos, mas não é de todo a realidade. Se já costumam ser tempos difíceis, então agora ainda mais difícil ficou, mas temos agora iniciativas destas para tentar voltar à normalidade.

Notícias de Leiria: Bernardo é o teu nome. Agir, nome artístico. Escolheste Agir porque ao contrário de pensar duas vezes antes de agir, gostas de agir duas vezes antes de pensar”?

Agir: Sim, principalmente, na altura em escolhi o nome, isso faria mais sentido, agora já pondero mais as coisas, mas quando era mais miúdo não pensava muito, atirava-me de cabeça para as coisas. Hoje em dia, o facto de a vida que eu levo já ser uma profissão, e não ser só uma brincadeira, já me leva obviamente a ter que pensar um bocadinho mais, como é óbvio.

Notícias de Leiria: Começaste a carreira muito novo. Houve uma influência muito forte do pai, Paulo de Carvalho? 

Agir: Eu não consigo dizer que sim nem que não, porque não tenho outro termo de comparação, mas obviamente que terá tido influência, principalmente na maneira de estar na vida e na profissão. O meu pai é uma pessoa que come à mesa com os músicos, não vai para hotéis diferentes, é uma pessoa muito “terra a terra,” e eu gosto de acreditar que de alguma maneira, há um bocadinho essa maneira de funcionar.

Notícias de Leiria: Deixando a família de lado, quais são as influências da tua música? Tens algum artista que te tenha influenciado mais?

Agir: Tudo o que faço tem sempre influência de tudo o que é Black Music, Soul, Hip Pop, Reggae… as minhas influências são por aí.

Notícias de Leiria: Quem ouve a tua música?

Agir: Quem quiser abraçar a minha música, é para toda a gente, do mais novo ao mais velho. Quem vier por bem é sempre bem vindo.

Notícias de Leiria: Tens uma música chamada Alma. Abordando novamente os tempos difíceis que estamos a passar, neste momento o que é que te vai na alma?

Agir: Uma vontade enorme de voltar aos palcos, obviamente. Tive oportunidade, porque também componho, já que não estou na estrada, tive muito tempo para fazer músicas e para escrever, para estar na parte mais criativa da coisa, mas depois temos que pôr a criatividade em prática. Agora vamos ver como é que isto vai correr daqui para a frente.

Notícias de Leiria: Três discos gravados, há algum momento alto na carreira ou tema que destaques?

Agir: Eu acho que tenho tido a sorte de ter tido alguns temas como “Tempo é Dinheiro”, “Como ela é Bela”, “Minha Flor”, sei lá… se não os cantar, devo sofrer um linchamento, se um dia der um concerto e não os cantar…

Tenho tido muita sorte, e efetivamente acho que a música tem o poder de ser a banda sonora das nossas vidas, em situações boas e menos boas, e eu tenho tido muita sorte, das pessoas se identificarem com parte das minhas músicas e quererem que façam parte da vida delas. Sou muito grato, como é óbvio.

Notícias de Leiria: Olhando para a colaboração da Ana Moura e do Diogo Piçarra no teu mais mais recente disco, como caracterizas o atual momento da música em Portugal?

Agir: Eu acho que, tirando esta fase da Covid-19, nunca se ouviu tanta música portuguesa como agora, e quero acreditar que a música portuguesa anda de boa saúde e recomenda-se.

Somos muitos a tocar, há muita gente a tocar, a fazer música nova, vai-se ao Youtube e ao Spotify e todos os dias saem músicas novas, de artistas novos portugueses. Estamos a passar uma fase muito boa, mas mais no digital.

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Sou o Pedro Carvalheiro, de 53 anos, natural de Leiria. Gosto de escrever e fotografar. Sou licenciado em Comunicação Social e Educação Multimédia pela Escola Superior de Educação e Ciencias Socias de Leiria, terminado em 2015. No ano seguinte especializei-me em Comunicação Acessível.

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