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Esplanadas de Leiria estão maiores e mais floridas

“Lá dentro é metade das mesas. A Câmara de Leiria veio colocar floreiras e não pago imposto da esplanada até dezembro,” conta o proprietário do restaurante Manel da Quitéria.

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Foto: Rua Dr. Correia Mateus, junto ao Mercado Sant'Ana / Pedro Carvalheiro

“Já agora às vezes se queixam do frio… no inverno vai ser complicado,” desabafou Manel da Quitéria, de 59 anos, proprietário do restaurante “O Manel,” junto ao Mercado de Sant`Ana em Leiria, na tarde do passado sábado, dia 27 de junho, ao Notícias de Leiria, sobre a insegurança, trazida pela pandemia.

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Foto: Esplanada junto ao Mercado Sant’Ana / Pedro Carvalheiro

“Lá dentro é metade das mesas. A Câmara de Leiria veio colocar floreiras e não pago imposto da esplanada até dezembro.” Com as cadeiras praticamente ocupadas, a servir os clientes na rua, Manel da Quitéria, falou da insegurança que a pandemia trouxe. “Estamos aqui há muitos anos. A mesma empresa está a gerir o restaurante desde 1958”, lembra.

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Ali ao perto, atravessando pela fonte luminosa, as duas grandes gruas no largo, e algumas casas em obras, na Praça Rodrigues Lobo, não afastaram os muitos clientes, que compunham as esplanadas, no fim da tarde de sol, rodeadas das floreiras colocadas pela Câmara Municipal de Leiria.

Nas transversais para a rua direita, algumas compostas e outras vazias, as cadeiras, preenchiam espaços de algumas das estreitas ruas.

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Foto: Narguiza Akrorova / Pedro Carvalheiro

“Respeito as regras.” Já no largo do Terreiro, encontramos sentada na esplanada de um Bar, Narguiza Akrorova, de 23 anos, do Uzbequistão, que foi objetiva na resposta sobre as restrições da pandemia. “Sou da Ásia. Vivo em Leiria há 13 anos.”

Por seu lado, o proprietário do estabelecimento, que preferiu o anonimato, disse ao Notícias de Leiria que, “está tudo a voltar ao normal, devagar. Foi aquela euforia inicial no 1º dia da reabertura das esplanadas a 18 de maio passado. Não respeitavam as regras, mas falámos com as pessoas e o bom senso falou mais alto. Pago o imposto à Câmara para o ano inteiro. Paguei em janeiro,” lembrou o jovem.

Filipes Bar Leiria

Foto: Manuel Oliveira, Filipes Bar / Pedro Carvalheiro

“Temos que fechar às 23h, mas há quem não cumpra as regras. Há dias em que é já uma da manhã e ouço música e barulho, vindo da Praça Rodrigues Lobo. Somos o bar mais antigo de Leiria, estamos aqui desde 1987, sempre com a mesma gerência, e nós cumprimos as regras, somos os mais antigos e os mais exemplares. A Câmara de Leiria colocou aqui quatro vazos com flores,” disse Manuel Oliveira, proprietário dos Filipes Bar.

Já antes, um empregado de mesa tinha confidenciado que, “não fazemos atendimento ao balcão, levamos ao cliente. O uso da máscara é obrigatório, apenas no interior do estabelecimento. Colocada na parede, junto à porta de entrada uma placa avisa que não se pode estar de pé na esplanada.

“Depois de eu abrir aqui, chegámos a ser oito bares no Terreiro, nos idos anos 90,” lembrou Manuel Oliveira.

Iniciativa Reflorir as Esplanadas de Leiria

O município de Leiria autorizou a ampliação de esplanadas de estabelecimentos de bebidas e restauração, numa medida temporária de apoio aos empresários afetados pela crise provocada pela pandemia da covid-19.

Esta medida é acompanhada pelo programa de embelezamento urbano “Reflorir as esplanadas de Leiria”, com instalação, por parte do município, de floreiras de delimitação do espaço de esplanadas, cuja manutenção ficará a cargo dos estabelecimentos, refere ainda a mesma nota.

Com o R destacado em forma de logótipo, a frase vem escrita nas muitas floreiras espalhadas pelas esplanadas, umas pequenas e outras maiores, locais onde agora as conversas sobre a covid-19 vão sendo substituídas pelos assuntos de futebol, política.

Já perto do final do dia, houve ainda tempo para fotografar onde começámos a reportagem, na esplanada no recanto, junto ao Mercado de Sant`Ana, um duo a cantar e a tocar viola.

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Sou o Pedro Carvalheiro, de 53 anos, natural de Leiria. Gosto de escrever e fotografar. Sou licenciado em Comunicação Social e Educação Multimédia pela Escola Superior de Educação e Ciencias Socias de Leiria, terminado em 2015. No ano seguinte especializei-me em Comunicação Acessível.

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