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Cultura

Congresso “O Futuro da Nossa Cidade” encerra a pensar na continuidade

A Rede Cultura 2027 tem Leiria como ponto de partida, mas agrega 25 outros concelhos que tecem uma malha diversificada e que totaliza quase 6.000 km2 de extensão. 

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Presidente do Conselho Estratégico da Rede, João Serra
Foto: João Serra, presidente do Conselho Estratégico da Rede Cultura 2027

O Congresso “O Futuro da nossa Cidade” despediu-se este sábado, dia 24 de outubro. As atividades culturais aconteceram nos dias 23 e 24 de outubro, em Leiria e Caldas da Rainha.

Dois dias que lançaram, no nosso território, um debate europeu sobre a importância da cultura, como elemento de coesão territorial fundamental para o futuro das cidades.

A frase “A cultura é o grande observatório do humano”, de José Tolentino de Mendonça, proferida no primeiro dos dois dias de debate sobre a importância da cultura para o futuro das cidades, foi o mote que esteve patente em todas as intervenções.

A dias da abertura do período oficial para candidaturas a “Cidade Capital Europeia da Cultura”, pelo Ministério da Cultura, muitos dos 26 municípios da Rede Cultura 2027 expressaram, em pleno Congresso, e ainda antes do seu encerramento, a vontade de continuarem o trabalho de prospetivar o futuro próximo, adianta uma nota de imprensa.

A Tolentino de Mendonça juntou-se François Matarasso, Alexandre Quintanilha e Kepa Korta, entre muitos outros oradores que homenagearam o trabalho conjunto dos 26 municípios que encabeçam a candidatura de Leiria a “Capital Europeia da Cultura”.

O congresso, que nasceu no Conselho Estratégico da Rede Cultura 2027, presidido por João Serra, arrancou em maio, num formato contínuo, concretizando mais de 100 ações por todo o território dos 26 municípios que constituem a REDE CULTURA 2027. Um congresso em contínuo: 27 lugares, 132.000 assistências em direto, 1.316 visualizações no Youtube, 290 participantes, 138 oradores e 33 horas, segundo a Rede Cultura 2027.

“Elaborar um programa artístico e cultural para (com) um território de uma enorme diversidade é desafio sem precedentes. Todas as Capitais Europeias da Cultura, até hoje, se defrontaram com territórios homogéneos e talvez por isso raramente tenham conseguido evitar uma espécie de padronização, uma tendência para o isomorfismo – todas diferentes, mas todas iguais. O caminho que nos propomos é o inverso. Não é, evidentemente, o caminho mais fácil”, continuou.

“A nossa proposta é, pois, pensarmos – e agirmos – em conjunto, porque é nesse processo que confiamos. Esta é a mensagem do 1º Congresso da Rede Cultura 2027. Com ela partiremos para o próximo Congresso. O Congresso acabou. O Congresso continua”, rematou João Serra.

A Rede tem, agora, um ano, até o outono de 2021, para apresentar a candidatura oficial, visando a pré-seleção, antecedendo a seleção final, aproximadamente um ano depois. Daí até 2027 serão apenas pouco mais de 4 anos para edificar o projeto vencedor, já como Capital Europeia da Cultura 2027 designada, a par de uma homóloga letã.

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