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Ciclista João Almeida diz que liderança “até dá mais confiança e motivação”

Apesar de se sentir confiante, num ano em que tem ‘brilhado’ na estreia no escalão WorldTour, Almeida admite que nem em sonhos poderia imaginar uma estreia tão boa.

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Ciclista João Ameida GettySport
Foto: João Ameida / GettySport

O caldense João Almeida, que esta segunda-feira se tornou o primeiro português a liderar a Volta a Itália em bicicleta em 31 anos, disse à agência Lusa que vestir a camisola rosa “até dá mais confiança e mais motivação”.

A fazer a sua estreia em grandes voltas, o português de 22 anos tem ‘brilhado’, com um segundo lugar no contrarrelógio de sábado, um lugar no ‘top 10’ no domingo e hoje a subir à liderança, com o mesmo tempo do vencedor da etapa, o equatoriano Jonathan Caicedo (Education First), desempatado devido ao tempo no ‘crono’.

Ainda assim, após cruzar a meta, seguiram-se longos minutos de espera para confirmar as diferenças, e que fossem favoráveis ao luso, num período em que admite que “não sabia e não tinha a certeza” se poderia envergar a ‘maglia rosa’ no pódio.

“Quando soube, fiquei superfeliz”, atira o ciclista das Caldas da Rainha, usando uma expressão que já tinha empregue na ‘flash interview’ e na conferência de imprensa.

Na longa subida ao Etna, onde em 1989 Acácio da Silva fez história, como o primeiro português a liderar a geral, estava “mais preocupado com o Geraint Thomas”, o britânico da INEOS que hoje acabou por perder mais de 12 minutos após uma queda.

“Quando ele descolou, fiquei mais confiante, e foi [uma questão de] dar o máximo até à meta”, descreve.

Daqui para a frente, a corrida “será a mesma, não mudará muito”. “Até me dá mais confiança e mais motivação”, atira, desafiador.

Para a frente terá agora como objetivo “manter a camisola o máximo” de tempo possível, considerou na conferência de imprensa, em que explicou que tem ainda o sonho de “ganhar uma etapa”, um feito que seria “a cereja no topo do bolo”.

Esta segunda-feira, a história repetiu-se e, 31 anos depois de Acácio da Silva, o Monte Etna foi o palco para um português vestir a camisola rosa, o segundo na história da corrida italiana, após uma terceira etapa, ganha por Caicedo.

Na subida para o Etna, a primeira grande dificuldade desta edição da ‘corsa rosa’, Almeida acabou por não resistir aos ataques de alguns dos principais favoritos, mas a vantagem trazida do contrarrelógio da primeira etapa permitiu-lhe subir à liderança.

A defesa da ‘maglia rosa’ começa já na quarta etapa, na terça-feira, entre Catânia e Villafranco Tirrena, num traçado de 140 quilómetros.

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