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Cinema

Ava – Ação no feminino

“É um filme pouco criativo e nada surpreendente, com personagens fracamente construídas”.

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AVA
Foto: AVA / DR

Título: Ava
Realizador: Tate Taylor
Ano: 2020
Classificação Notícias de Leiria: 4/10 brisas do lis

 

Ava é uma assassina contratada, que viaja por todo o mundo para cumprir as suas missões. Apesar de ser uma das operacionais mais talentosas da sua organização, um erro transforma-a no alvo a abater e ela passa de caçadora a presa. Enquanto luta para salvar a sua vida e depois de recuperar dos seus problemas com álcool e drogas, Ava procura ainda reaproximar-se da sua família.

É um filme pouco criativo e nada surpreendente, com personagens fracamente construídas. Infelizmente incorpora todos os clichés do género, com a protagonista a derrotar inúmeros inimigos de uma assentada, mantendo a pose e sem que a peruca saia do seu lugar. Ava consegue matar, principalmente (ou assim nos fazem crer), devido ao seu poder de sedução, atraindo os homens com promessas de intimidade. Não há complexidade na sua história, nem na sua personagem. Este tipo de abordagem choca, claramente, com representações de outras assassinas femininas que, apesar de não esconderem a sexualidade e a força física, optam por métodos mais inteligentes, imaginativos e discretos para levar a cabo o seu trabalho.

Desde as causas para a entrada nesta profissão invulgar, até ao vilão indistinto e sem motivação, toda a longa-metragem é superficial e débil. No entanto, tem uma boa produção, sendo visível o grande investimento que continua a ser feito em filmes, que não nos trazem nada de novo. A única distinção em relação a dezenas (se não centenas) de outros filmes de ação é a protagonista ser uma mulher, o que acaba por ser motivo de destaque, mas não redime as falhas da longa-metragem.

Ava força a possibilidade de uma sequela, sem nos deixar a mínima vontade de a ver.

Veja aqui o trailer:

Filipa Reis sempre foi apaixonada pelas imagens do grande ecrã e também do pequeno. É consumidora assídua e ávida de longas-metragens, documentários, séries e livros. Licenciou-se em Comunicação Social, pela Escola Superior de Educação de Coimbra. Depois de estagiar na ESEC TV, foi assistente de produção no programa Câmara Clara da RTP. Em 2013, iniciou uma nova fase profissional, na LUA Filmes, onde se mantém até hoje como produtora.

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