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Alvaiázere faz campanha de recolha de alimentos para famílias carenciadas

A iniciativa decorre nos supermercados do concelho até domingo, dia 29 de novembro.

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Legume Fruta Supermercado
Foto: Supermercado / Pixabay

A Câmara de Alvaiázere tem a decorrer uma campanha de recolha de alimentos destinados às famílias mais carenciadas do concelho, que os receberão na época natalícia.

A campanha, que decorre pelo 16.º ano consecutivo e denominada “Vamos dar as mãos”, termina no domingo.

“O objetivo desta campanha fundamenta-se no apelo à solidariedade dos munícipes, através da angariação de géneros alimentares, para distribuir durante o período de Natal às famílias mais carenciadas do concelho”, refere a autarquia.

A presidente do município, Célia Marques, explicou que a iniciativa decorre nos supermercados do concelho. “Fazemos sempre, todos os anos, esta campanha de Natal”, disse Célia Marques, referindo que, “garantidamente, serão feitos centena e meia de cabazes, a média dos últimos anos”.

Após a recolha, o município faz os cabazes, de acordo com as necessidades e com o número de elementos do agregado familiar.

“O período de identificação das famílias mais carenciadas decorre após o período de recolha de bens alimentares”, referiu, num trabalho de articulação entre o Gabinete de Ação Social da câmara, juntas de freguesia e Loja de Apoio Social de Alvaiázere.

A autarca realçou o papel das juntas neste trabalho, de “muita proximidade e que conseguem identificar as famílias mais carenciadas”.

Em dezembro, é feita a entrega, que se prolonga habitualmente até à primeira semana de janeiro.

Célia Marques afirmou que “a câmara normalmente complementa também estes cabazes, para chegar a todas as famílias carenciadas, com artigos que, não sendo essenciais, como por exemplo brinquedos e chocolates, podem tornar o Natal mais alegre”.

A presidente da câmara declarou ainda estar “muita apreensiva este ano”, afirmando-se convicta de que “vai aumentar o número de famílias a precisar de ajuda”.

“Também há muita pobreza encoberta, pessoas que não pedem ajuda durante o ano”, considerou Célia Marques, acreditando que a pandemia de covid-19 “trouxe alguma insegurança as famílias”.

“Apesar de neste momento não termos conhecimento de despedimentos e julgamos que grande parte das nossas empresas continua a fazer um grande esforço para manter os funcionários, acreditamos que haja muita incerteza e famílias que possam estar a atravessar momentos mais difíceis e que não estejam identificadas”, adiantou, admitindo que “por vergonha possam não recorrer aos serviços da câmara”.

Segundo a autarca, “o concelho tem também muitas famílias estrangeiras que não recorrem aos serviços” municipais.

“Mas vamo-nos apercebendo, através das juntas de freguesia, que não têm rede apoio no concelho e precisam de ajuda”, acrescentou.

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