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Cinema

A Serva – Fechar os olhos até que se torne a realidade

“É uma sociedade ditatorial e fortemente repressiva, na qual as mulheres férteis são servas com um único objetivo: procriar”.

Publicado

em

A Serva
Foto: Facebook The Handmaid's Tale

Título: A Serva
Criadora: Bruce Miller
Ano: 2017
Classificação Notícias de Leiria: 9 brisas do lis
(Legenda: 0 brisas – fraquinho / 10 brisas – imperdível)

 

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Numa realidade distópica não muito distante, Gilead é um novo país nascido de ideais extremistas, dogmas religiosos e desrespeito pelos direitos humanos. É uma sociedade ditatorial e fortemente repressiva, na qual as mulheres férteis são servas com um único objetivo: procriar.

Offred/June (Elisabeth Moss) é serva de um dos homens mais influentes de Gilead, Fred Waterford (Joseph Fiennes). A sua filha foi-lhe retirada, o marido conseguiu escapar para o país livre do Canadá e ela tenta sobreviver, entre o desespero e a esperança na mudança e na recuperação da sua família.

Baseada no livro de Margaret Atwood, é uma história poderosa e assustadora, com uma fotografia e direção de arte fantásticas. As cores associadas a cada grupo de mulheres, que são forçadas a utilizar vestes iguais designadas para a sua classe (as servas vestem vestidos e longas capas vermelhas com chapéus brancos e as esposas utilizam roupas sempre de cor verde, por exemplo), ajudam a criar uma imagem bela e singular, por entre cenários brancos de neve, altos muros cinzentos de cimento e o sangue das vítimas.

Elisabeth Moss, que já conhecíamos como Peggy Olsen de Mad Men, ganhou o Globo de Ouro em 2018 para Melhor Atriz em Série Dramática, provando a sua dedicação e extraordinária atuação nesta série.

A Serva faz-nos olhar para o futuro com apreensão e sentir que não é assim tão difícil manipular uma sociedade com fundamentalismos e fazer a sua população aceitar passivamente a restrição da liberdade, seja por não saber como se opor, seja pela mudança ser gradual e dissimulada. Pode acontecer sem nos darmos conta ou sem lhe darmos importância, até que se torne a realidade.

Veja aqui o trailer:

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Filipa Reis sempre foi apaixonada pelas imagens do grande ecrã e também do pequeno. É consumidora assídua e ávida de longas-metragens, documentários, séries e livros. Licenciou-se em Comunicação Social, pela Escola Superior de Educação de Coimbra. Depois de estagiar na ESEC TV, foi assistente de produção no programa Câmara Clara da RTP. Em 2013, iniciou uma nova fase profissional, na LUA Filmes, onde se mantém até hoje como produtora.

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