Ligue-se a nós

Opinião

A reeducação da inocência

“No fim de isto tudo, parece que as festas de revelação do sexo do bebé terão que acabar ou de ser adiadas”.

Publicado

em

Artigo de Opinião Filipe Cordeiro
Foto: NL

Brevemente irá dar-se início a um novo ano letivo, e como diz a gíria, vira o disco e toca o mesmo, nos anos anteriores houve uma total desorganização e este ano não é exceção. Mais uma vez o ano letivo está ainda a começar e já vem acompanhado de muitas dúvidas, associadas de como irá decorrer, mas com a certeza da continuação do programa escolar com o nome “afeto e educação para a sexualidade”. Este programa repugnante nada mais é que a tentativa de implementação da ideologia de género em crianças, começando nos três anos de idade e que toma por base que as crianças tomem consciência da diversidade das expressões e identidades de género. Ou seja uma criança de três anos começa a ser formatada para ter que entender o que é um gay, um bissexual ou um transexual, isto sem falar nos outros 50 géneros. Isto trata-se de um experimento a nível mundial e de agenda esquerdista usando as crianças como cobaias a fim de observar as transformações sociais e das suas brutais consequências.

Este programa que se pode comparar aos mesmos programas de reeducação de época stalinista ou maoísta onde se implementava à força as doutrinações políticas. O conceito de família que inclui pais, filhos, tios avós, primos que são extremamente importantes para o crescimento sociocultural de qualquer criança ou jovem, é apenas visto como um símbolo cultural a ser eliminado, sendo claramente uma violação da constituição da República Portuguesa, em que o Estado está proibido de programar a educação e a cultura em função de qualquer orientação filosófica, estética, política ou religiosa.

Mais uma vez os valores éticos e morais estão a ser substituídos pelas novas modas e neste jogo de misturas e confusões de ideologias onde os termos “menino e menina” passam a ser abolidos pois a identidade sexual é defendida como algo subjetivo em que cada um é livre de escolher o próprio género. Estas novas ideias são encorajadas e vistas como demonstrações e emancipações de liberdade, muito provavelmente o mesmo tipo de liberdade que é usado por certas pessoas que pensam que podem fazer de tudo, inclusive, estar acima da lei e usarem argumentos de alegarem que pertencerem a minorias.

As consequências deste crime e da tentativa de implementar uma “sexualização precoce infantil” que é realizado às escondidas dos pais, pois não faz parte do programa de educação, são vastamente extensas e imagináveis, podendo começar com os princípios da destruição do conceito de família, passando por uma guerra cultural pois tais construções sociais produzem diferenças no desenvolvimento cognitivo e socioemocional, expandindo-se para problemas físicos e psicológicos. No fim de isto tudo, parece que as festas de revelação do sexo do bebé terão que acabar ou de ser adiadas.

.

Militante do partido Chega! Tem 24 anos, é natural de Leiria e técnico de manutenção.

Recomendado




POPULARES